domingo, 26 de junho de 2011

Cego

Fecho meus olhos para a realidade, mais uma vez. Eu o tolo cego.

Cada vez mais meu mundo fica menor. Eu vou me distanciando desse lugar.

Dessa era, desse tempo. De mim mesmo.

Todas as maravilhosas coisas ao meu redor já não me importam mais. Nada resta para quem não quer ver o mundo.

Ninguém quer alguém que não vê o mundo. Alguém que não vê a beleza das coisas.

Mas de que adianta eu usar meus olhos, se tudo que eu vejo é cinza?

Eu fico cansado de ver tantas pessoas, desesperadas, felizes, gananciosas... Isso cansa...

Uma das piores coisas é o conhecimento, pois mesmo que tu tente, nunca vai esquecer realmente. Sempre estará lá, só esperando um gatilho. E tudo volta. E o conhecimento de saber que tudo já foi tão colorido para mim! Tudo era brilhante!

Um belo céu azul, a grama verde, até mesmo os prédios dessa cidade com cores diferentes e sem combinar com nada. O sol! A lua! Tudo um dia teve uma cor... Ah. Que saudade da cor das pessoas... Tantos tons, tantas diferenças! Era uma bela sinfonia.

Então mais uma vez eu irei fechar meus olhos, ficarei nessa escuridão fria, familiar, conhecida.

Não quero mais ver esse lindo mundo em tons de cinza.

sábado, 25 de junho de 2011

Equilíbrio

Eu não sou um cara que acredita em muitas coisas.

Mas um delas é no equilíbrio.

Pode parecer estranho, mas para mim a vida das pessoas é 50% de felicidade e infelicidade. Um perfeito equilíbrio.

Tudo que a gente faz de bom volta, e tudo que fazemos de mal também.

Não que seja exatamente uma maldade, às vezes pode ser uma oportunidade que não teremos ou ate mesmo uma coisa que deixamos de ver.

Nós devemos sempre procurar uma vida equilibrada, nada de bom vem do desequilíbrio.

Nós nunca devemos deixar o desespero ou a tristeza nos comandar, isso só leva cada vez mais para baixo. Tente ver o lado bom das coisas, mesmo que seja difícil. Tudo tem um motivo.

Mesmo que nós não consigamos ver ele.

E devemos sempre evitar fazer o mal para o próximo, o que vem de bom nisso?

Eu tento sempre fazer coisas boas, ajudar, ser um cara legal! Mas tantas vezes eu só atrapalho, erro e acabo complicando as coisas. Eu juro que essa não é a minha intenção. Eu só estou tentando compensar alguns erros meus! Tudo que eu estou fazendo, é de coração.

Eu estou procurando o equilíbrio que muitas vezes falta em mim.


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Over me

my only desire will
bring all this to end

the longer i lay here alone
the louder it´s calling me
it will always be there waiting for me

another day has gone by
and the darkness falls

it's all over me, and it´s coming down
over me, in my anger i drown
it's all over me, and it´s coming down
i couldn´t see, it was written all over me

there is a fine line between
need and obsession

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Vingança

“Matar por vingança, morrer por vingança, um circulo que nunca termina.”



Quem nunca pensou em causar mal a quem lhe feriu?

Quem nunca quis dar o troco a alguém?

Todos nós um dia acabamos fazendo isso, ou a juramos. Vingança.

Fazer a justiça com as próprias mãos...

Isso é mesmo certo?

Eu não sou ninguém para julgar. Mas eu prefiro não fazer mais isso. Tudo que se faz nesse mundo volta. Todas as coisas ruins e coisas boas. Porque algumas pessoas se ligam tanta nessas idéias, e deixam de ver as coisas que estão perdendo? É tão difícil deixar que o mundo resolva isso? Para que perder seu tempo com isso? Nunca leva a nada de bom.

Eu sei. Eu era vingativo.

E me arrependo muito disso.

É algo sem sentido, depois que se faz muitas vezes, tu começa a ver o quão vazio vai ficando. E como mais sombrio os motivos vão ficando. E quando tu vê que tu tem o poder, ai sim as coisas fogem de controle.

Mas então me acalmei. É difícil.

Agora eu deixo o mundo fazer seu trabalho, não devo sujar minhas mãos. Todo o mal que causei vai voltar.

E eu estou esperando. De braços abertos a minha punição.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Darkened

Este caminho que eu sigo. Esta espada que eu carrego. Esta armadura negra que eu visto.

Este sou eu, cumprindo a pena eterna. De estar vivo.

Um cavaleiro negro.

Comigo eu trago discórdia, angustia, dor e sofrimento. Da minha boca podem sair as mais terríveis mentiras e maldades.

Com esta espada amaldiçoada, eu cumpro meus objetivos! Sem me importar quem será ferido, quem eu usarei... Sem me importar com nada...

Mas o que eu quero?

 
Essa armadura absorveu todos os resíduos de luz dentro de mim, transformando tudo em trevas. 
Dando-me o poder de retirar todo meu ódio e raiva para meus punhos! 
Todo esse rancor que tenho dentro de mim...
 
Mas eu já me despi dela! E tive meu coração acertado por uma flecha! 
Fui traído, amado, perdido, usado e descartado.
Assim eu vi. Esta armadura é o que restou para mim, assim como esse título.
Eu sou um cavaleiro negro amaldiçoado.
 
Devo caminhar sozinho por essas terras, com meu rosto coberto pelo meu elmo, carregando a 
minha espada.
 
Procurando....
Procurando....
Pelo que?
Por quem?
 

 "I've worn this darkened armor for so long now. There's no more of light in me. Not even in my heart."

sábado, 11 de junho de 2011

Maldição


Compreensão pode ser a pior das maldições.

Um dom raro: quantos são aqueles que podem, por um simples olhar, ou talvez então pela mera proximidade, conhecer o que uma pessoa sente? Ou quão raros são os que compreendem, através de poucas palavras, os motivos, emoções e ações de um amigo?
Ora, por tal descrição, a empatia não é mais que uma facilidade: quem compreende pode ser aceito. A maldição real é saber que, mesmo que possa entender a todos, por ninguém será compreendido.

Humanos podem ser muito diferentes uns dos outros, mas, tendo identificado-se mutuamente em algumas poucas coisas, sendo estabelecida uma pequena parcela de compreensão, não é preciso muito para que permaneçam juntos e relacionem-se na oh tão nobre amizade. E esses amigos reunem-se em pequenos grupos de acordo com a caracterísica em comum. Estão juntos e dão suporte uns aos outros. Até que ponto?

Enquanto puderem compreender-se, estarão unidos. Mas aqueles que nasceram com o dom da empatia não podem ser por eles compreendidos. Qual a relação que podem ter com outras pessoas, se a amizade, em teoria, não pode existir sem mútua compreensão? É exatamente essa a resposta: nenhuma. Por compreenderem, amam, e por compreenderem são... amados? Uma mentira. Não podem ser amados. Qualquer sentimento que possa existir por um desses desgraçados não passa de ilusão. Por vezes, esses mesmos condenados são tolos o suficiente para achar que podem ser compreendidos, só para então cair num abismo de egoísmo, onde afinal olharão para si próprios e verão o quão vazios realmente são. E por serem vazios podiam compreender, já que aquilo que sempre fizeram, na realidade, fora encher o buraco em seus peitos com os sentimentos alheios. Apenas não podiam até então notar que é impossível preencher o nada. E o nada os consome, e no nada, solitários devem ser tristes, como um geass que os afasta daqueles que insistem em amar. E por eles irão morrer. Por seu bem, serão humilhados. E ainda assim não verão um singelo olhar de gratidão verdadeira.

Onde luz e trevas consomem um ao outro, o cinzento nada reina supremo.
Não é o zero, afinal, simétrico e perfeito?


Danilo Ferreira Putinato. Domingo, 17 de maio de 2009

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Mascaras


Quem mostra o que realmente é? Ninguém.

Nós sempre mostramos o que queremos. Não veja isso como uma coisa ruim, veja como uma coisa normal. Afinal tu fazes isso, assim como eu.

Eu não escondo o que eu faço, não tenho porque mesmo o fazer. Cada um mostra o que gosta para os outros.

Usar essa mascara, é só um meio de se proteger. Até mesmo as pessoas falsas e ruins tem que o fazer. Todo mundo é frágil por dentro. Todo mundo tem coisas que não quer mostrar.

Mas talvez o grande problema de usar uma máscara, é quando tu se perde entre elas...

Qual papel eu devo encenar neste teatro chamado vida?

Amante apaixonado? O Sortudo jogador? Perfeito amigo? Adulto responsável? Manipulador infalível?

Escolha qual que eu o farei, afinal, eu não sou hipócrita para dizer que nunca usei nenhuma delas... Mas e você, consegue fazer o mesmo? Admitir sua humanidade e seus erros? Falar que também pode ser louco e ruim?

O real problema não é admitir, talvez esse seja o primeiro passo...

Para resolver o grande problema.

Dentre tantas máscaras, tantos personagens, tantos rostos.

Eu só queria saber quem eu sou realmente. Eu queria me encontrar de novo...

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Poço

Eu posso dizer que sou bom com as pessoas

Ajudo-as como eu posso...

E muitas vezes eu acabo sendo um poço para elas...

Onde elas podem jogar o que quiserem. Medos, inseguranças, memórias, raivas...

Mas as vezes, vem coisas boas também, como a amizade, amor, esperança...

Eu sou um poço bem fundo, como alguns de vocês já sabem. Eu agüento muito!

E eu realmente não me importo sabe? Pode parecer egoísmo dessas pessoas, jogar essas coisas em mim, mas talvez elas precisem de alguém para isso.

Alguns sabem que eu realmente gosto de ajudar. E se ajudo desse modo. Porque não ficar feliz?

As vezes é difícil ajudar... É muito difícil ser bom com algumas pessoas...

Ainda mais aquelas que só vêm a mim para isso, despejar as coisas ruins e depois ir embora.

Mas hey! Esqueceu? Eu sou uma fortaleza! Eu agüento.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Eu e Ele

EU

Bom, sensível, amigável. É assim que muitos me definem. Mas eu realmente sou assim?

Eu nem sempre fui assim. Eu o tinha comigo...

Ele brincava muito comigo quando eu estava só, ele me ajudou a me entender, me protegeu, me ensinou a me defender. Mas aos poucos eu fui vendo que com ele, eu estava ficando... Diferente.

Eu estava me tornando ele, estava sendo mais e mais. Ruim.

Então tomei a decisão que eu acho certa! Eu o afastei! Escondi ele dentro de mim, Lá no fundo, trancado.

Todo aquele ódio, raiva, aquela malícia que ele tem... Faz mal sentir muito disso, mas ele não se importa. Ele usa isso como arma e escudo.

Ainda eu consigo sentir respingos dele em mim. Às vezes tenho que me controlar muito para não tomar atitudes que ele tomaria.

E cada vez é mais difícil segurar ele dentro de mim. Porque alguns insistem em me provocar? Em me lembrar de coisas que não quero? Será que mesmo aqueles que conhecem meu outro eu não tem medo? E os danos que ele pode causar?

Então eu continuo o prendendo, ouvindo seus sussurros sombrios, sendo atormentado, por mim mesmo, dentro de mim.




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ELE

Acha que estou mesmo dormindo? Esquecido ou mesmo acorrentando?

Errado.

Eu sou parte de você, assim como você é parte de mim. Mesmo que seja uma parte fraca a qual eu sempre tenho que cuidar e proteger.

Seria tão fácil se me chamasse de novo. Ninguém se machucou seriamente, tu sabes disso.

Não gosta que eu seja o seu algoz? Aquele que te vinga? Aquele que te protege?

Afinal, eu não sou apenas tu?

Eu não entendo como tu podes ter medo da minha força, eu tiro ela das coisas ruins que aconteceram contigo. Eu sempre estive presente, em todos os teus momentos ruins, quem você acha que te ajudava a levantar?

Eu sei que tu precisas de mim, ainda mais agora. Tu estas fraco, desprotegido. Deixe-me de novo ser sua espada!

Vamos, tu lembra como me chamar, coloque a tua mão sobre seus olhos, assim mesmo. Lembra do meu nome não? Agora me chame. Não tenha medo, eu sou você afinal de contas.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Caos


Eu já existia há muito tempo antes de ser invocado pela primeira vez.
Eu sou parte do ódio dele, a luxuria escondida, a forma que ele materializa suas vontades sombrias.
-Caído-
Mesmo sabendo que sou escravo dos desejos dele, eu não o odeio, afinal, assim como seu servo angelical, sou parte da mente dele.
-Paraíso perdido-
Com essas mãos que não conhecem a piedade eu matarei seus inimigos! Beberei do sangue dos mortos!
-Distorcido-
Vamos dançar essa louca dança! Oh! O frenesi de matar! A fúria infinita!
Que todos os sentimentos ruins estejam comigo. Sim! Despeje em cima de mim tudo de sombrio que existe no seu mundo!
Pois eu, o Herói do Caos Abbadon, irei proteger meu criador!