domingo, 25 de setembro de 2011

Declarar



Eu sou uma pessoa que apóia sempre falar a verdade e nunca esconder as coisas...
Mas sempre tem exceções, uma delas é a declaração.
Tudo que falamos tem um peso.
Coisas leves às vezes nem são levadas em conta, mas certas coisas têm um peso terrível.
“Eu gosto de você” - “Eu te amo.”
Já pensou que isso tem um grande peso?
É sempre bom botar as coisas para fora, falar o pensa e sente.
Mas pense em quem ouve isso. O peso que tu joga sobre ela. O peso que isso tem quando é dito de coração. Quando se fala isso, normalmente se espera algo ou no mínimo o alivio de falar. Mas e quem ouve?
Pensou que ele pode se magoar?
Muitos não estão nem ai podem pensar que é só mais um. Mas aqueles que ligam para os outros sabem que não é bem assim.
Dói saber que alguém gosta de ti e tu não pode corresponder.
Tu muda, evita conversar, se distancia.
E perde um amigo. Simples não?
Tão simples quanto cruel.
Se declarar para alguém pode ser um ato de crueldade!
E se o outro estiver mal? Estiver se recuperando de algo? E se ele gostar de ti, mas sabe que não dara certo?
Ninguém pensa nisso, nos só queremos ser egoístas e fazer os outros saberem o que sentimos.
Porque no fundo apesar de tudo, queremos ter alguém.

sábado, 24 de setembro de 2011

Bagagem


Muitas vezes, eu só queria mesmo é resetar minha vida, desistir do meu passado...
Eu sei que é errado pensar assim, mas seria tão bom ter um novo começo.
Sem bagagem, sem medos, sem lembranças.
Claro que seria ruim esquecer as coisas boas. Mas eu poderia ser uma pessoa melhor assim.
Muito do que a gente é se dá ao que aconteceu no passado.
Nem sempre são coisas boas.
Coisas ruins têm a tendência de nos marcar mais, fazendo agente não repetir elas. Mas tem aquelas que nós carregamos como grilhões que nos impedem de seguir em frente.
Sem essa bagagem, eu estaria tão leve... Poderia fazer tantas coisas, sem sentir culpa.
Claro, que eu iria errar de novo, muitas e muitas vezes. Mas dessa vez, poderia ser diferente.
Muitas vezes, a bagagem que eu carrego, é pesada demais. E são aquelas coisas que nos devemos sempre levar com a gente.
Segredos preciosos, memórias dolorosas, vergonha, amor, ódio.
Tem coisas que podemos deixar no caminho. Nós superamos e seguimos em frente.
Essas são ligeiramente simples.
Talvez... Se eu pudesse largar essa mochila pesada. E sair correndo sem me importar com mais nada.
Eu talvez... Consiga ser...


Nós somos simplesmente seres que são motivados pelas emoções.

domingo, 3 de julho de 2011

Surdo

Barulho.

Devagar eu retiro meus fones, a música pesada e com frases sem nexo deixa meus ouvidos livres... Para o barulho do mundo.

Gritos, vozes, sussurros.

É fácil me isolar, simplesmente os coloco de novo. Esses malditos fones. Que me cortam desse mundo.

Frases repetindo em minha cabeça, melodias que tocam meu coração.

Talvez sem ouvir o que os outros dizem seja melhor! Eu não quero mais nada no meu mundo, somente eu é o bastante. Já tenho coisas demais para pensar... E mesmo assim, mesmo estando saturado, cansado e irritado eu nunca deixaria alguém na mão. Por isso que mereço esses momentos.

Sozinho em um mundo, onde não tem vozes. Onde eu ouço palavras de línguas desconhecidas, melodias que tocam lá no fundo do meu coração. Algumas me fazem querer gritar e levantar com uma energia que nem sei de onde tiro. Outras me jogam em um poço, me obrigando a ver tudo que não gosto.

Mas pelo menos é melhor que ouvir o barulho de fora.

Aqueles pessoas felizes mostrando tudo de bom que tem como se fossem prêmios!

Pessoas tristes que desejam ser escutadas e ajudadas.

Os que só têm frases maliciosas para falar sobre os outros.


Não se engane eu amo tudo isso. Mas muitas vezes só quero colocar esses fones e sumir entre essas músicas, e ficar surdo. Para o resto do mundo.

sábado, 2 de julho de 2011

Mudo


Sem palavras, sem voz. Vivendo sem se expressar.

Deixando todos falarem por mim, mesmo eu querendo contestar, da minha boca não sai som.

Qualquer um pode falar por mim, pode contar comigo. Por que mesmo que eu queira negar, não sei como. Não tenho como. Eu não falo.

Sem falar, é muito fácil, viver como um boneco. Seguindo ordens. Um bom soldado.

Claro que eu gostaria de reclamar, gritar, brigar... Mas é tão difícil abrir a boca para falar, depois desse tempo todo. Como um boneco passado de mão em mão. É isso mesmo que eu sou?

Vazio, boneco, sem forma?

Se pelo menos eu ainda soubesse falar, eu não me sentiria tão... Inútil.

Claro que isso é culpa minha, sempre foi.

Eu deixei me abalar, deixei que outros colocassem as palavras em mim. Era tão fácil, sem brigas, somente um lindo consentimento. E um sentimento que crescia cada vez mais dentro de mim devagar. Talvez ele se chamasse vazio, ou mesmo algo ainda não descoberto.

Assim eu deixei de falar, costurei minha boca para não gritar.

E me transformei em um boneco, caído no canto de seu quarto, sem vida, sem vontade.

domingo, 26 de junho de 2011

Cego

Fecho meus olhos para a realidade, mais uma vez. Eu o tolo cego.

Cada vez mais meu mundo fica menor. Eu vou me distanciando desse lugar.

Dessa era, desse tempo. De mim mesmo.

Todas as maravilhosas coisas ao meu redor já não me importam mais. Nada resta para quem não quer ver o mundo.

Ninguém quer alguém que não vê o mundo. Alguém que não vê a beleza das coisas.

Mas de que adianta eu usar meus olhos, se tudo que eu vejo é cinza?

Eu fico cansado de ver tantas pessoas, desesperadas, felizes, gananciosas... Isso cansa...

Uma das piores coisas é o conhecimento, pois mesmo que tu tente, nunca vai esquecer realmente. Sempre estará lá, só esperando um gatilho. E tudo volta. E o conhecimento de saber que tudo já foi tão colorido para mim! Tudo era brilhante!

Um belo céu azul, a grama verde, até mesmo os prédios dessa cidade com cores diferentes e sem combinar com nada. O sol! A lua! Tudo um dia teve uma cor... Ah. Que saudade da cor das pessoas... Tantos tons, tantas diferenças! Era uma bela sinfonia.

Então mais uma vez eu irei fechar meus olhos, ficarei nessa escuridão fria, familiar, conhecida.

Não quero mais ver esse lindo mundo em tons de cinza.

sábado, 25 de junho de 2011

Equilíbrio

Eu não sou um cara que acredita em muitas coisas.

Mas um delas é no equilíbrio.

Pode parecer estranho, mas para mim a vida das pessoas é 50% de felicidade e infelicidade. Um perfeito equilíbrio.

Tudo que a gente faz de bom volta, e tudo que fazemos de mal também.

Não que seja exatamente uma maldade, às vezes pode ser uma oportunidade que não teremos ou ate mesmo uma coisa que deixamos de ver.

Nós devemos sempre procurar uma vida equilibrada, nada de bom vem do desequilíbrio.

Nós nunca devemos deixar o desespero ou a tristeza nos comandar, isso só leva cada vez mais para baixo. Tente ver o lado bom das coisas, mesmo que seja difícil. Tudo tem um motivo.

Mesmo que nós não consigamos ver ele.

E devemos sempre evitar fazer o mal para o próximo, o que vem de bom nisso?

Eu tento sempre fazer coisas boas, ajudar, ser um cara legal! Mas tantas vezes eu só atrapalho, erro e acabo complicando as coisas. Eu juro que essa não é a minha intenção. Eu só estou tentando compensar alguns erros meus! Tudo que eu estou fazendo, é de coração.

Eu estou procurando o equilíbrio que muitas vezes falta em mim.


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Over me

my only desire will
bring all this to end

the longer i lay here alone
the louder it´s calling me
it will always be there waiting for me

another day has gone by
and the darkness falls

it's all over me, and it´s coming down
over me, in my anger i drown
it's all over me, and it´s coming down
i couldn´t see, it was written all over me

there is a fine line between
need and obsession