terça-feira, 17 de maio de 2011

Dead Rose

My dream is scattering
My love is running away
My time is disappearing
No one loves the flowerless rose

Though I feel, my feelings don't reach
Though I swore to, I can't protect you
Though I pray, my prayer isn't granted
Tomorrow doesn't come for the flowerless rose

Tears of blood are flowing Anger of blood wells up
Repentance of blood races through me
The flowerless rose is withered destiny

Though I regret, I will not return
Though I wish, there is nothing
Though I shout, I can't be heard
The flowerless rose blooms alone

My dream is scattering
My love is running away
My time is disappearing
No one loves the flowerless rose

hana no nai bara wa...  The flowerless rose...


~Shoujo Kakumei Utena - Saa, Watashi to Engage Shite~

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Sonho

Eu abro meus olhos.
A primeira coisa que eu vejo, é o teto.
Estranho. Não estou em meu quarto.
Olho para a janela aberta e vejo o sol, sinto uma leve brisa, está um lindo dia la fora.
Sento-me na cama, e começo a olhar o quarto com atenção.
As paredes são brancas, ao mesmo tempo sem graça e simples. Noto que não tem nada pendurado nelas, nenhum quadro, espelho, pôster. Nada. Somente o branco. Uma estante cheia de livros, eu não consigo ver seus títulos, minha visão está um pouco embasada. Uma televisão desligada em um canto. Roupas jogadas no chão, minhas e de... Mais alguém?
Então, olho para meu lado. Perco minha respiração por um segundo.
Um anjo.
Sua boca perfeita, uma expressão serena em seu rosto, eu consigo até mesmo ouvir sua respiração. Os cabelos castanhos e bagunçados, com o cobertor não o tapando completamente eu consigo ver um pouco de seu corpo. E tenho um lampejo da nossa noite.
Beijos, gemidos de dor e prazer, suspiros, respiração ofegante, amor.
Que belo.
Ele abre os olhos, sorri e da um bocejo, ainda me olhando, ele passar a mão dele em mim, até chegar a meu pescoço.
Puxando-me para um beijo.
O nosso último.
Ele sussurra algo em meu ouvido.
E eu já sei do fim.
...
Acordo. Mais uma vez, e olho para o teto.
Minha casa, meu quarto.
Minhas paredes cheias de pôsteres de bandas que nem mais gosto. Mas ainda me trazem lembranças. Meu computador em um canto, perto de meu roupeiro. Ao meu lado, um bidê, com vários objetos aleatórios em cima, celular, remédios, um livro de bolso. Janelas sempre fechadas.
Olho para o outro lado da cama.
Vazio.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Chuva, vento, céu


Eu estou caminhando pelas ruas da cidade que eu amo, sem rumo.
Olho para o céu e vejo como ele é belo e melancólico. Nublado. Lindo e triste ao mesmo tempo.
Sorrindo, eu vejo o começo de uma chuva, fria e fina, caindo sobre meus cabelos. Eu sorrio, sempre gostei da chuva.
O vento que eu tanto amo, também esta presente. Forte e cortante.
Todos esses lindos elementos, essa combinação infalível de fenômenos me levam a pensar muito enquanto caminho.
Sobre meu passado, presente e futuro.
Muitas vezes é difícil olhar para o passado com os mesmo olhos de quem viveu ele, a gente amadurece e olha as coisas com outro ângulo.
Muitas das coisas que doeram na época, não parecem tão ruins agora. Podemos ver isso como uma coisa boa as vezes. O que não mata fortalece. Mas ainda assim, olhar o passado traz certa nostalgia.
Momentos bons que nunca mais irão voltar. Toques, sorrisos, conversas, amigos. Nostalgia e tristeza. Felizmente a chuva fica mais forte, e esconde essa lagrima que escorre do meu rosto.
Olhando para o presente, eu vejo tão poucas possibilidades! Como posso ter a visão tão limitada? Como não consigo mais ver meu potencial? Onde eu me perdi?
Mas isso não me torna infeliz, pelo contrario, eu estou feliz! Tenho bons amigos, uma vida boa, e... Ah, um sorriso brota em meu rosto.
E meu futuro? O que eu espero dele? Simplesmente não sei.
Quem pode ver o futuro? Se ele esta sendo construído?
A chuva esta passando, e o céu ficará limpo. Mesmo assim, eu olho para ele me lembro de uma linda frase que eu li um dia.

Existem muitos mundos, mas eles dividem o mesmo céu. Um céu, um destino.